Anestesiologista revela como estresse agrava a dor crônica
- Dra. Inácia [Medicina da Dor]
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Especialista explica mecanismos que intensificam a dor e reforça a importância de tratar estresse e sintomas juntos

O estresse pode ir muito além do impacto emocional e se tornar um fator decisivo no agravamento da dor crônica. Especialistas alertam que a interação entre mente e corpo cria um ciclo em que o estresse intensifica a dor — e a dor, por sua vez, amplia as respostas ao estresse, dificultando o tratamento.
Entenda
O estresse aumenta a sensibilidade do organismo à dor.
Alterações hormonais e neurológicas intensificam os sintomas.
A repetição do estresse pode cronificar dores agudas.
Fatores psicológicos influenciam diretamente o quadro.
A ciência já demonstra que a exposição ao estresse, agudo ou contínuo, tem impacto direto nas vias de processamento da dor. Esse efeito ocorre por meio de mudanças no sistema nervoso e nos mecanismos hormonais que regulam as respostas do organismo.
De acordo com a anestesiologista especialista em dor Inácia Simões, do Centro Clínico Saint Moritz, o problema vai além de episódios isolados.
“O estresse pode aumentar significativamente a dor crônica por meio de múltiplos mecanismos, criando um ciclo em que o estresse exacerba a dor e a dor crônica intensifica as respostas ao estresse”, afirma.
Entre os fatores envolvidos estão disfunções no sistema nervoso autônomo e no eixo hipotálamo-hipófise-adrenal, estruturas responsáveis pela regulação do estresse. Essas alterações tornam o corpo mais sensível e menos capaz de se recuperar após situações estressantes.
“Há evidências de que pacientes com maior sensibilidade à dor apresentam níveis elevados de cortisol, frequência cardíaca aumentada e menor variabilidade durante a recuperação”, explica a especialista.
Outro ponto de atenção é o impacto do estresse ao longo do tempo. “O estresse repetido pode induzir a transição de dor aguda para crônica, além de provocar efeitos neurotóxicos que afetam tanto a dor quanto a regulação do estresse”, destaca.
A médica também ressalta a influência de fatores emocionais. “Depressão, ansiedade, estresse pós-traumático e dificuldades de enfrentamento estão associados ao desenvolvimento e agravamento da dor crônica”, diz.




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